Quarta-feira, Setembro 10, 2008
Quinta-feira, Abril 03, 2008
PIANO FORTE!
Sexta-feira, Janeiro 04, 2008
Sexta-feira, Setembro 21, 2007
Ferro
Pra mim, sim!
E eu tenho vontade de correr para a tua irresponsabilidade mas,
não encontro a irresponsabilidade de ir.
Provoco, mesmo sendo
muito dependente do querer alheio.
Conheço uma menina assim.
Queria enfiar um ferro no coração da criança.
Não me leve a mal!
Ela estaria pronta para este mundo se misturado
o sangue ao ferro.
Crianças a perseguem com razão.
Toda crueldade tem razão nesse mundo e sei,
que os pés da jovem não pisam no chão por completo.
As marcas de suas pisadas são frágeis.
Nada teria com isso mas,
vejo.
Vendo,
me abro em desejo de cravar-lhe a força do metal.
Uma quiméra de apoio,
de carinho
de potência.
Tenho empatia, sim.
Quero-a livre!
Andei pelos pátios machucados e lá não é lugar para ela.
e nem em nenhum outro.
Sobra.
Falta.
Dói.
Nada de pregos definitvos nem
de normalidades.
É preciso apoiar as fortes irresponsabilidades de
certas almas.
Sexta-feira, Setembro 14, 2007
Parceria?
Canta logo pois, a noite é vinda e eu sozinha vou procurar os sons.
Garrafas anônimas quebradas, jogadas no chão como eu, rompendo comigo a cada segundo.
Rompe!
Rompe ousando me rasgar pelo avesso e me reavessar ou então, não fale meu nome. Não o escreva em seu diário dourado. Inventa-me como aos outros.
Rasga!
Rasga o vestido preto banalizado pela economia e pela sedução da cor... Minha pele é mole como a das gentes e, dura! Dura muito.
Amolece!
Amolece minha trava e a faz flexível mesmo com ferrugem. Puxa a marcha e me leva adiante. Se eu não quiser sua presença e só a viagem, ainda assim será bom.
Trava!
Trava o seu tempo honesto. Me dá uma carona me levando para conversas, goles e beijos. I need some satisfaction!
Carona!
Carona com teu nome sendo o meu e arrisque. Não quero os trunfos. Quero os arranhões para seguir nessa estrada sem medo de "ser ou não ser"! Sem questão.
Arrisque, risque e chega. De todos os blefes, o mais confortável sempre foi esse: o de ser anônima, sem nenhum riscado da minha assinatura, apesar dos rastros; maristela. maristela. maristela.
Leva!
Segunda-feira, Setembro 10, 2007
Beija-Flor
VAMOS VIVER!!!
VÃO VIVER!!
verdadeira
de alguém tão vidro
Abram as janelas.
carinho por vocês.
vou guardar,
proteger palavras ressonância pois asssim, me verei ao abrir a gaveta com teu escrito. SONSSSSSSSSSSSS
para Alexandre cthulhu e Lu.
Quinta-feira, Julho 19, 2007
T rrr r a n nn si tar !
fui abduzida até a metade.
O ddeeeesgrrrrrude
o caminho,
Ora os ventos da loucura,
Ora os ventos da sanidade.
São imponências das sensações.
Não se pode ser metade.
nua!
Outro, terra
ao sol.
Um corpo cortado é adaga interrompida.
Metade/Parte inútil de madeira nas mãos.
Metade/Parte Lâmina cega
alada,
sem precisão.
s i
t a ndo...
Terça-feira, Julho 17, 2007
Segredo meu
Às vezes azul cinema, sim; a ilusão mais nobre.
Mas não te preocupes com a minha estadia
no momento irritadiça,
com os quatro cantos da existência que vejo.
" Tudo passa." Diria minha mãe.
"Me dá um chêro!?" Diria meu pai.
"Maris não me pega!" Diria meu irmão.
E não os vejo mais.
Fica-se mais velho mas... Há tanto tempo não vejo nenhum deles!
E dizem que as imagens se apagam.
Na verdade, falaram tantas coisas que eu acreditei...
Eles, que foram, continuam aqui,
vivos à ponto de eu pedir para irem embora do meu corpo,
num exorcismo que só deixará lembranças de aprender
ainda que senhoura,
a andar só sem lamentar a
ausência do cafuné,
do afago,
do amor cego e visionário.
Não tê-los acalanto,
no canto,
me dando possibilidades de erros,
acertos e reparos.
Duro foi o caminho que minha mente traçou de continuar sendo tão
filha
quando sou mãe sem pais na terra do
Speed Racer que alíás,
já está velho também.
Sou uma anciã que gosta de cinema,
que precisa do azul cinema,
da energia solar e do
roçar nos cabelos.
Mas isso,
é segredo!
Segunda-feira, Julho 09, 2007
Disfarce

para ninguém me ver,
os olhos.
Já joguei gasolina nos carros para que
ninguém reparasse meu pés na
outra calçada,
outra calçada,
a outra calçada.
Já bebi dez garrafas etílicas para que
a poesia não pulasse
da minha boca.
Fiz de tudo para esconder meu cheiro,
minha pele, minha alma,
dos humanos esquisitos.
Para ser invisível e indolor
marquei com fogo as costas
e a brasa brilhante lembrou-lhes
o sol,
o apocalipse.
Nada mais resta que eu possa fazer.
Fui notada. Pupilas me miraram.
Então, aqui estou a te responder como
sempre,
cutucada pelas tuas notas
certas de existir sem medo,
sem cansaço.
Matéria densa, ex-fugitiva,
quero saber o que vai ser de mim
agora que ouso viver
tal qual LU!
Tal qual Lou-Salomé!
Tal qual quem entende o
que sinto
e ri.
....foto da instalação PENETRÁVEL de Anderson Eleotério....
Quinta-feira, Julho 05, 2007
Poética. Poeta, não eu!
Sou poética, levianamente e sinceramente poética.
Não tem jeito com o meu desajeito.
Vou escoando vidas e mortes a cada segundo
sem saber o que fazer com tanta alma.
Vou me perdendo mais do que me encontrando.
Choro pelo Rio de Janeiro, por São Paulo, pelo Agreste....
Choro e me acorrento como qualquer idiota.
Máquina de pensamentos com ações hipotônicas.
Mas hei-de reaver o foice em minhas mãos e,
acariciarei a terra,
plantarei,
lutarei e
passarei o frio do ferro no teu rosto para te estimular
poesia viva.
Terça-feira, Junho 19, 2007
me entreguei como um bem
a ser dado de presente.
Volto à tona
obviamente desgastada,
expelida.
Não é o Eu o bem maior de
ninguém
nem de nada.
Sou eu própria meu desejo e
o bem que
me ilude.
Em repetido homicídio ,
suicidei-me no outro.
Eu.
Quinta-feira, Junho 14, 2007
Para MARKO
a céu aberto como
uma penumbra alada
a te proteger
sem lhe tocar.
A lhe soprar no ouvido
por onde andam as
pernas nuas
da moça,
a arruaça dos corações,
destravando os feitiços
que possam te encolher.
E como bailarina felina,
vivo no nada,
elo vago
infindo no
vão
Quinta-feira, Maio 24, 2007
que escreve,
que passa o tempo tilintando
palavras no vento.
Conhece a ressonância,
sente a física do universo.
Se tranforma em causa,
tal qual um raio.
Em efeito,
tal qual a chuva.
E brilha solar nas luas
dos viajantes.

Quer se aprender
com olho do cego,
sem se reter alma.
Quer (se) conhecer,
sem definir quem
ou "o quê"!
Essa moça que passeia,
vem de longe na minha casa,
furando o
meu telhado com seu
suspiro.
Eu senti,
e ri!
Ela passa por aqui
vagueando da África a
Botafogo, a...,
coletando pó de mentes
e estrelas encolhidas.
Para Lúcia G.
Quarta-feira, Maio 23, 2007
"...o poeta é um vidente..."
das profecias do amor,
das profecias das
liras
sem palavras.
Das profecias
em furor.
Segunda-feira, Maio 07, 2007

rebentando meu peito
feito uma peixeira desatada,
fico felíz com o rasgão na minha pele pois você
está grudado em mim e
dá risada da batucada no meu corpo.
Te mostro, com pouco pudor que ele pula com a nossa presença;
trama, teia cardíaca.
Me domina então,
ao invés do medo,
a vontade de dançar,
de te abraçar mais e mais e mais...
E sorrio.
É melhor do que o vinho!
Foto de Marcel Fernandes
marcelfernandes.multiply.com
Domingo, Abril 15, 2007
Terça-feira, Abril 10, 2007
por mais que tenhas dado pauladas nos
armados e porradeiros como tu,
por mais que continuem te sufocando
com tanta culpa em erros compartilhados
e
apesar da tua reclusa opção
clamando um outro caminho,
eu te chamo,
eu te chamo,
eu te chamo pois
o tempo da morte,
para os vivos
nunca houve!
Segunda-feira, Março 26, 2007

CENTRO DE GRAVIDADE DO CORPO.

CUIDEMOS DE NOSSA SACRO ALMA
(terapeuta e preparadora corporal)
TRAGO EM MINHA BACIA
O TIMBRE DO DEVIR
EM ESTADO TONAL
COM POTÊNCIA NAGUAL
DOU PRECISÃO AOS OSSOS
E CONCLAMO A INTUIÇÃO
ANCESTRAL
O PENSAMENTO NA
MIRA DA AÇÃO.
NADA MAIS SE FAZ
NECESSÁRIO:
MEU CENTRO,
MINHA GRAVIDADE,
SACRO SANTA REALIDADE.
Segunda-feira, Março 19, 2007

Para DANMAGRÃO e DUPERÊ
Eu fui lá no blog d'ôces mas está dando frog na hora de comentar!
Comentar comentário comentatório
que a vida é só andar mesmo com os pés paradinhos
e vejo vocês de longe com sal e carinho
na ponta da silenciosa língua minha que não é muito chegada a doce
- mas ao chocolate!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
e fica uma vontade de mordiscar vôces...
Meu apetite abriu asas pra linha debaixo do equador,
aonde não tem gente amargor.
Eu mesma, dor já não sinto pois me acostumo depois de tantos anos
a ser quem sou-mutação.
Nem dor, nem rancor,
Só cor!
Cor do naríz do palhaço pererê que gosta de boldo porq gosta de mato e batuca triângulo!
Cor nos flashs mitológicos das Amandas apaixonadas e do Cristo Maravilha Sétima Contemporânea,
gravado num doce abraço do suvacoDan entubado no youtube!
Eu, youtube vocês,
compreendendo o tempo relativo dos meninos de vento,
desatentos e antenados
para o umbigo e o mundo
e digo forte e claro
COMO GOSTO DOS DOIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Beijos,
carinho e mutia falação com emoção
Maris
Segunda-feira, Março 12, 2007
Doces palavras de amor para uma pessoa difícil !!!

As flores que levei para a sua casa hoje,
o peixe,
o livro que li e a música
que pedi pra você ouvir...
Todas as ilusões necessárias para uma
descontração que alimentei crescer nos
teus sentidos
- é preciso relaxar e,
eu sei: você é tão dificil quando se encolhe!
Enfim, pode demorar mais você virá! Quando não importar o tempo,
revelado que o nosso relógio quebrou,
só restará uma coisa a fazer:
uma caminhada tranquila de amor!
Boa noite... MurilianamenteMendes,
Bons sonhosssssssssss de encontros com você!
Quinta-feira, Março 08, 2007
Por uma NOVA ANTIGA MODERNA SENSÍVEL PRÁTICA INTUITIVA....Mulher!

“Quebro a cara toda hora. Mas só me arrependo do que deixei de fazer
por preconceito, problema e neurose.”
(Leila Diniz)



Viver, intensamente, é você chorar, rir, sofrer,participar das coisas, achar a verdade nas coisas que faz.
Encontrar em cada gesto da vida o sentido exato para que acredite nele e o sinta intensamente.
(Leila Diniz)
Rita Lee
Luz del Fuego
(Rita Lee)
Eu hoje represento a loucura
Mais o que você quiser
Tudo que você vê sair da boca
De uma grande mulher
Porém louca!
Eu hoje represento o segredo
Enrolado no papel
Como Luz del Fuego
Não tinha medo
Ela também foi pro céu, cedo!
Eu hoje represento uma fruta
Pode ser até maçã
Não, não é pecado,
Só um convite
Venha me ver amanhã
Mesmo!
Amanhã! Amanhã! Amanhã!...
Eu hoje represento o folclore
Enrustido no metrô
Da grande cidade que está com pressa
De saber onde eu vou
Sem essa!
Eu hoje represento a cigarra
Que ainda vai cantar
Nesse formigueiro quem tem ouvidos
Vai poder escutar
Meu grito!
Eu hoje represento a pergunta
Na barriga da mamãe
E quem morre hoje, nasce um dia
Pra viver amanhã
E sempre!
por Sabine Lichtenfels

Elza Soares por Mário Luíz Thompson
eu sei: sem água, crianças, homens, animais, plantas e planetas......
Nunca seremos felízes sós!
Quarta-feira, Março 07, 2007
Barrigassssssssssssssssssssss
Olha bem pra essa barriga que está dentro da barriga do marque reflete as luzes temperadas da barriga do céu
e diz se você não está dentro de uma coisa parecida,
meio que dormindo,
meio que acordado,
meio que em dissipada leveza dentro de tanto água....
...percebendo ser pequeno e único
a ponto dos malfazejos do mundo
andarem depressa demais para o teu tempo
tão embrionário.
Você constata que está envelhecendo na barriga do universo
podendo ser abandonado,
acariciado,
mal amado,
compreendido,
mal entendido,
orfão,
beijado
ou até
assassinado...!
E aí vem um bandido que te enche da luz roubada de todas as escuridões
pra que você flameje quiném vela acendendo,
tendo o umbigo bem alimentado de tudo que é bom e mal
sentindo-se em casa,
flutuando no nada,
sem nem querer saber
quem é que te amou ou não!
E os outros são Los otros.
No mundo em que tu transitas o que vale é o despertar,
nem que seja para incomodar!
Incomodar muito porq do útero,
se pode tudo.
Tudo que a luz te dá.
Domingo, Março 04, 2007
Pés

Nossos pés, nossa caminhada!
"Pés: o primeiro desafio
O equilíbrio do corpo começa nos pés, pois o trabalho básico do pé e do tornozelo é oferecer uma base confiável pela qual a parte superior do corpo possa se relacionar com o plano horizontal da terra. Só trazendo-se a paz "do solo para cima", os problemas da parte superior do corpo podem ser compreendidos."
Só larga o sapato quem sabe andar descalço!
De toda a beleza de certos pés,
tenho aquela só minha que se planta no chão,
parte a parte me estimulando a seguir
por qualquer estrada,
mesmo que áspera,
mesmo em diáspora,
mesmo dançando
só.
Quinta-feira, Março 01, 2007
BANANAS
fruto do amor colonizado e vingativo deixado pelas NAUS
sem bússulas nessa terra.
Para tal, é preciso reaprender a amar e
DESARMAR!
Tantos tipos de armas espalhadas!
Amor-faca, amor em castas diluídas nos pandeiros,
como uma banana mal comida, com carne e casca apodrecendo no chão.
Nossa abundância rejeitada!
Mas pra que serve a culpa costumeira, que de criativa e revolucionária nada tem?
O operário da arte vê.
Não se satisfaz no prazer estético final e segue jogando sua alma em movimento nas obras que compõem.
Ele vê o mundo por necessidade de ser transformado, transformador e transformação.
ELE COME BANANA.
Vê o abandono da planta e das gentes em cada esquina com o mesmo ímpeto com que atenta para o inesperado do mar e se remexe,
se complica e se aplica em trabalhar no grito do silêncio que pode vir a ser palavra, ou não.
Aperta nele a insitência de querer se relacionar, mesmo sem saber o "como dizer"
Compartilhar bananas!
O amor não reciclado, seca.
A ferida seca. Os olhos secam. Secam alguns vivos em suas razões congeladas.
Mas antes da inevitável morte, saltam aos olhos o humano e o desumano nas labirínticas ruas cheias de crianças assassinas,
cheiradas, mal amadas, não educadas, de pais espancadores,
desempregados, machismos femininos e masculinos, jovens putas sem opção,
votação para a pena de morte e presídios como referência para a criação
da nova marginalidade.
A visão desse operário anda colada na carne, esbarrando nas insistentes microfísicas de poder, com martelo em riste. Os "...podres poderes"
Estão por aí os juízes da inquisição, limpando as ruas seja pelo Pan, seja pela prática mórbida de caçar bruxos entre aqueles que conseguem viver de lixo, plantas, restos de BANANAS e outros calangos.
Sobrevivência, amor e arte.
Pseudos de todos os tipos com tapa-olhos de avião, tirem os tampões!
É indecente ver banabeiras morrerem e transformarem esse país numa terra sem opção que
não dá educação,
não dá educação para as nossas crianças !
Tenho cortes internos que gosto por serem meus.
Me ferem como ferem todas as feridas.
Eu os curo com BANANAS.
Muitas bananas.
Nossa abundância.
Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007

Quando,
de súbito o computador se torna uma chatice, o blog parece um frog e eu, sem nenhum pique pra pular teclados...
Abro a caixa de emails e sinto um grande tédio observando esse correio sem selo, saliva, com algumas atrações especiais e desejo ir pra rua! AH, se essa rua fôsse minha!
Quando vários blogs se tornam lindos e interessantes, um "ticket to ride" mas o que eu quero mesmo é uma carona inesperada surgida não sei de onde para donde... Talvez, dentro de uma história qualquer!
Quando um ciclo se renova e a casa, o corpo, a comida, quase todos os hábitos
e os hálitos modernos e inteligentes devem ser parte da mudança...
Rogo por uma leveza mais antiguinha,
com cheiro de planta que a Fernanda Young detestaria.
Quando a poeira no computador não atrái a limpeza diária,
não vale uma carta,
um poema de amor,
uma doação qualquer...
Hora do café.
Quando o "quando" que quero se revela num blues voando pela casa,
numa especiaria, num vinho lua ou no cansaço praiano, com um livro adormecendo em cima do meu corpo estirado no sofá até...
Até que chega a hora da inquietação me bater e eu começar a escrever sem noção do que é bom ou mal afinal,
escrever é tão normal!
Tão normal quanto ir ao cinema, chorar ou sorrir, desmanchar o namoro, dormir com alguém sem previsão da semana que vem!
Escrever é tão normal que não quero mais entalar os artigos definidos pra ficar
por dentro das exprssões e fora das minhas conecções.
O "A", o " AS", bando do fluxo de palavras-vitais desenhando corpos com idéias, réplicas das anatomias mortas dos livros.
Os vivos, nunca experimentei em nanquim.
Escrever e esquecer definitivamente de querer ser brilhante e brilhar com o reflexo solar na folha branca.
Tô entediada mas não quero morrer, não quero matar, não quero saber dos
malfazejos dos amores que eram eternos, mesmo os dos amigos mais sinceros
e armados.
Aturar as chatices, os exageros, as distrações e até meu poder
de sedução - correndo um infanto-risco constante!
Um circo levemente perfumado com essência masculina e óbvio jeito de mulher.
Pra que nesse momento,
saber tanto de tudo,
do tudo que se quer!
Escrever o "quando"
se é tarde
e estou cansada no tempo,
quase sonhando?!
Tô quase ...
Quase "quando"
Sábado, Fevereiro 17, 2007
Ontem, eu a toquei como de costume. Do superficial ao superficialmente
profundo. Afinal são 92 anos de pés no chão nesse mundo. Me suscita
carinhosa cautela.
As raízes são tão visíveis, como uma escultura mutante mas já positivamente
terminada.
Respeitando sua pele e executando meu costumeiro ofício de aliviar dores e
reconstruir corpos para caminhos mais leves,
ouvi sua vóz balbuciando palavras com tranquila segurança.
Conversamos sobre o hoje e o ontem.
Nessa fase da vida, esse tipo de comparação é estranha, quase inútil.
"Aconteceu na vida o que tinha que acontecer e assim, continuará."
Um doce pragmatismo de quem não enrijece músculos por qualquer coisa como os
jovens adultos no auge de suas vidas.
Mas eis que no meio da nossa conversa, surge uma doce lembrança específica,
qualificada, que valeu à pena ficar viva dentro dela pelo seu diferencial.
Minha bela lembrou-se do amado. Anos de convivência com um homem que, entre
outras, saía a pular carnaval enquanto ela sorria vendo-o ir, esperando sua
chegada no quarto dia, sorrindo com o sorriso do folião.
Assim parece ter sido o tempo que juntos passaram e que valiam aquelas
lágrimas que lhe corriam o rosto enquanto eu tocava seus pés, por um homem
que já se foi há trinta anos.
Ela lacrimejava sua felicidade como que num delicado agradecimento por estar
viva e poder trazer consigo, intacta, a viva memória de um amor que ainda a
habita e me fez calar, como se esse amor de dois, fosse agora meu também.
Maristela Trindade
Ana "Claudinha" Calomeni - www.inverdades.weblogger.terra.com.br -
me desafiou com o maior carinho, pedindo um texto com o tema "Delicadeza", para blogar na revista virtual coletiva BANGA - banga.zip.net//. Um mix do povo Rio com Sampa que dá o maior samba, prontos para as positives conections. Fui, fiz e deu nesse carinho por uma jovem... Agradeço pelo estimulo de escrever através dos "mistério da Delicadeza" , nesses tempo duros.
É quase um desafio mas, vindo da fonte certa, vem "facinho"! Obrigada Bangas! Claudinha, todo o meu carinho!
Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007
Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007
NÃO SOMOS CULPADOS
mas, muito mais passivos do q pacifistas,
voltando a falar da PENA DE MORTE ou PERPÉTUA numa ira imediatista,
ignorando o estado dos presídios desse país entre outras muitas negligências absurdas.
A MAIORIA de nós, pouco falaria se as atrocidades não estivessem nas primeiras páginas dos jornais.
"Luto" também por nós que não organizamos nossas agendas fora do dia das tragédias, reinvidicando melhorias EM TUDO: EDUCAÇÃO, ALIMENTAÇÃO,DESEMPREGO... CIDADANIA!
Menininhas continuam sendo vendidas pelos pais para a prostituição e (ou) para alimentar os irmãos.
Homens escravizados nas mãos dos fazendeiros continuam lá, ali, espalhados por nossas terras, entre outras.
Mulheres espancadas, humilhadas.
Homens com medo do "poder" das mulheres de tailler ou das loucas faladouras, se tornam arredios.
E elas também, quando não, repetindo o que tanto abominaram.
Filhos criados como Tamagoshis.
Outros sem o privilégio de chamarem alguém de mãe, de pai, elegem como proteção familiar as armas que apertam nos braços doadas pelas mãos dos "tios".
Homosexualismo ainda é "fofoca" interessante nas várias rodas de hipocrisia.
Antes falássemos de bananas!
Estamos vivendo na banalização de tudo!
Estamos em LUTO cego e sem LUTA há muito tempo.
NÃO SOMOS CULPADOS!
SOMOS MANIPULADOS COM IMENSA POTÊNCIA!
Ignoramos no micro e no macro a nossa FORÇA de união, compaixão e de conquista!!
Muitos de nós, bem educados, matamos de perto e a distância nossos desejos de paz.
As gravatas continuam blindadas e nós, vendo a morte de vizinhos, anônimos, índios, crianças e dos nossos instintos missigenados.
É mais um dia de LUTO e quiçá, de LUTA pela DIGNIDADE COLETIVA! Haverá sempre uma utopia! Uma chance!
A agulha de anestésico aplicada no coração dos que mataram esta criança, está muito próxima das nossas veias e artérias.
Não podemos deixar de LUTAR, NO LUTO por um congresso que debata e estude com seriedade as nossas opinões, idéias, ações pensadas contra a miséria geral desse país.
LUTEMOS, NOs DIAs "LUTOs"
da forma que pudermos. Pensando no que podemos fazer, como unir-nos não só na dança dos ritos sem causa.
Assassinos de todos os tipos, não faltam por aqui.
NÃO SOMOS CULPADOS.
Estamos chapados demais!
Domingo, Fevereiro 11, 2007

Um silêncio lotado de sons zombeteiros
com os quais não soube brincar.
Do silêncio,
quero o silêncio como me ensinaram que seria,
silêncio!

E eram muitos os sons!
Vozes sem corpos,
timbres alheios transbordando
o meu imaginário numa
zueira infernal.

Agora
estão calando.
O cansaço,
a exaustão
me levam de volta ao meu avesso.
Espaço de dobraduras onde
em algum canto encontro,
sem as explicações que tanto procurava,
um pouco de paz.
imagem de Marcus Vinícios
Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007


Amigos
Nao tenho palavras, nem desenhos, musica ou qualquer coisa para expressar o que eu senti com a Barbarie ocorrida no Rio ontem a noite, da qual ficamos sabendo hoje. Uma revolta, raiva, indignação e tristeza sem fim.....Poderia dizer que equivale a um 11 de setembro, a uma bomba de Hiroshima, a guerra do Iraque etc etc etc, mas quanto vale mesmo uma única vida? Especialmente a de uma criança arrastada por um carro de forma tão banal!
Alguns podem descordar mas a única coisa que pensei é que estamos sós (SOS)....nenhum Deus, ET's, vidas inteligentes de outro lugar qualquer ou auto ajuda particular irão nos salvar. Cabe a esta raça, algum dia, se é que ele vira, decidir mudar esta realidade horrivel que vivemos,em conjunto. E não somente permamecer no planeta, mas vivermos todos (os 6bi) com mais dignidade.
Mas sinceramente, hoje eu senti algo como "raça em seu fim".
Em alguns lugares a poesia,
noutros a nevralgia.
Maristela Trindade
Meu gato comeu minha rata. Viva meu tigre!
levo acima dos ombros,
o olhar danado do meu tigre.
Estou indo para
passárgada!
Minha antropofagia chora
os minutos que Oxúm
pede,
depois, "Ogúm, canta para Ogúm!"
A carne putrefada de alguns
que comeram os urubus,
não estão mais em mim.
Moram na lingua dos homens
que ainda pensam ouvir,
mas são surdos e falam demais!
Meu gato guardou o melhor do rato!
Me cuido pois, o santo é de barro!
Como dizia Paul Valéry,
"Não tenho desprezo pelos homens.
Bem ao contrário. Mas pelo homem.
Este animal que eu não teria inventado."
Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007

Esse menino-homem tá me provocando!
Tá abrindo os meus olhos com seu jeito,
sua maturação, anseios inesperados e
muita determinação.
Esse menino-homem não chora à toa,
não faz da vida uma garôa pois é solar!
É pássaro que mesmo no chão,
voa como um jato para a imensidão.
Gentil, me deixa leves signos de que
voltará sempre a casa, senhora na terra.
Encantada, eu digo sem me amedrontar:
- Vai! Vai com a luz, meu filho que
Voar é o teu estar.
Domingo, Fevereiro 04, 2007
O massacre de Focault
"Um livro é um animal vivo."Aristóteles
Sair!! Ficar!
REINVENTAR!
Eu não passo despercebida mesmo quando tento.
Não sou o sol mas sou da luz clara!
Luz que às vezes maltrata os olhos alheios.
O controle quebrou.
Quebrou, fudeu!
Razão social: culpada.
Ladra de luzes!
Perdida,
na escuridão ofuscada!
Não sofra Foucault pela micro-física
do poder que contamina continuamente.
Julgamentos!
Digo que entendo a insuportabilidade e a atração
que provoco.
Mas não saio sem abrir as pálpebras feridas e
dilatar as mentiras dos que não se dizem
meus parceiros: são ladrões!
Como eu, roubam sem querer roubar
as luzes das almas e,
as devolvem em arte ou enfarte.
Nos achamos banhados na boa vontade.
Meu controle quebrou mas guardo uma
certa ética que aprendi com os mais experientes:
saber-se ladrão é buscar a clara escuridão.
Ignorar, é tropeçar na sombra da falsa luz.
Sair! Ficar!
Reinventar!
Vocês que ficam na consciência do que representam,
apaguem as luzes em silêncio,
segurem o espelho em frente a face
na coragem de ser o que são e,
cuidado: todo controle quebra podendo
o martelo da "justiça", prazeirozamente,
te triturar na escuridão.
Sábado, Fevereiro 03, 2007
Linda ele,
Linda ela,
Linda ele,
Linda
ela, ele, ela, ele,......ela, ele, ela, ele.....
Às vezes um se vai,
e outro vem.
A vida não é só
Domingo, Janeiro 28, 2007

Desenvolve-se nela muito do que há em mim;
grandes gotas de movimentos,
curvas corporais
e o bailado complicado do humor.
É tão mais hábil,
preparada para sorrir e lutar
que me deixa sem jeito.
Deixa sem jeito até o meu jeito de amar.
Todas as gafes que ainda cometo
não são suficientes para diminuir-lhe
o brilho,
e espero que não seja nunca.
É minha amada e é assim;
no jeito intruncado da vida,
que ela saiba sempre,
que viver sem ela é viver
sem mim.
Sábado, Janeiro 27, 2007
Quinta-feira, Janeiro 25, 2007
mesmo que seja EU!"

Porq é bom ter a mente-coração preenchida
de tesão,
invadida de carinho,
com vontade de dar flores roubadas, sentir o cheiro,
beijar o pescoço,
escrever uma carta e selar com minha lingua
rosada.
Musicar os dias com impulsos intensos de estar
tranquila e expandindo a vida nas mãos dadas.
Para não cair no poço fundo que o desejo quer,
num corpo qualquer,
me encontro comigo e digo: hoje, quero você!
Casca de pé engrossada
na lida do dia a dia pois esse,
não é um país de rima.
É um país de contra-tempos.
A música da boa é sempre
senhora e com pouca
firula, coloca rítmo na cultura
com tapas de sobrevivência,
com tesão na resistência com
unhas crescendo em curva,
em diagonal,
dançando!
Os sapatos pretos dos ternos
são caixões que escondem os
vivos assassinos,
os ladrões,
os mortos calçados.
Ficarão um dia cansados?
Só debaixo de muitas rosas com
proseco no cangote.
Mas nós,
nós andamos descalços,
casca grossa e pandeiro.
Domingo, Janeiro 21, 2007
Palavrear é muito melhor quando se tem alguém
a te falar,

ouvidos a ouvir.
Quero responder perguntas, ficar em dúvida.
Quero entender como se encaixa o A no B quando
o vazio penetra denso o espaço das pedras palavras.
Me sinto o pão de açucar se derretendo por dentro.
Você, nem ninguém vai ver.
Pedra sobre pedra que o geólogo descobriu
as partes que dançam, sem divulgação científica.
E veja só: eu só, uma pedra dançante,
dura por fora,
oculta me instigando.
O Belo não me cura da curra da solidão.
Maristela Trindade imagem: Ivens Machado
Sexta-feira, Janeiro 19, 2007
Quinta-feira, Janeiro 18, 2007

Uma fantasia abandonada por ser tão real!
Letra alegórica é me perder na estrada com você sem sequer desejar
de tanto mar, de tanto sol no seu nome!
Vem cá!? Vamos brincar com a verdade!
Sorri e me dá uma carona no seu astral-delícia-tanta,
que não guarda tempo de sentir qualquer agulha te espetar.
Você faz qualquer jogo virar!
Estico o polegar pra você e a alegria ri, ri, ri...!
Me tira de dentro dessa parede cinza que atrás dela moram as cores e periga nos beijar!
Que mal fará trocar o rivortril pela tua bioquímica viciante, apenas por uns instantes?
Cada pedaço teu tem me lembrado que posso andar de cabeça baixa sorrindo.
Castanhos são teus olhos vivos, como os azuis de mar...
Castanhos como os meus tão comuns, vibrantes a te olhar!
Criança, você me trás dança! Rapáz, você trás mais! Homem, você trás tudo!
Só quero a carona e os acasos porque sou paixão rápida nos rastros dos teus pneus e aí... ...e aí é correr, nêgo; ipanema botafogo lagoa .... sartar fora
jogando um sopro de beijo no doce perigo da tua direção.
Escrever então!
Você me faz um bem danado!














